O início da história do lápis coincide com o desejo do homem em se comunicar. Mas, para cada homem, mulher e criança, essa história começa no tempo das primeiras brincadeiras infantis, quando o universo das formas estava se revelando e as mãos que já conseguiam dominar a vontade da gravidade rabiscavam traços desconexos por toda superfície lisa que se apresentasse.

Ela se confunde com o primeiro dia de aula, quando a professora carinhosa ensinava a controlar aquele instrumento tão simples, porém, tão poderoso, capaz de tirar da folha em branco letras, palavras, até frases inteiras. É por isso que, para cada pessoa, a história do lápis é a do próprio aprendizado. Mas o lápis também tem a sua história. Uma história que reflete o desenvolvimento de toda a humanidade e que a Labra conta para você:

História do Lápis

O desejo de registrar fatos, impressões e sensações faz parte da cultura humana tanto quanto pensar e se comunicar. Pelo menos, é o que mostram as pré-históricas pinturas rupestres, feitas com espécies de lápis arcaicos que usavam instrumentos pontiagudos secos ou umedecidos em extratos de plantas, ou mesmo sangue de animais!

Ainda na antiguidade, era comum entre os gregos e os romanos usar artefatos semelhantes de estrutura cilíndrica formada por pequenas barras de chumbo para grafar seus pensamentos.

Muito tempo depois, por volta do século 12, surgiram na Europa instrumentos mais parecidos com o nosso lápis atual. Feitos a partir da mistura de estanho e chumbo, eles eram muito apreciados pelos artistas e pensadores da época. Leonardo da Vinci, por exemplo, tinha os seus.

No século 16, a descoberta de uma mina de grafite em Cumberland, na Inglaterra, marcou o ponto de virada dessa história. Mesmo que a princípio tenham confundido o minério escuro com chumbo. Foram necessários dois séculos para que o químico Carl Wilhelm Scheele comprovasse que o grafite era outro tipo de composto. Tal afirmação impulsionou o seu uso como instrumento de escrita.

Os primeiros lápis eram feitos com pedaços de grafite enrolados em cordas ou pele de animais. Com o tempo, essa cobertura foi substituída e a mina grafite passou a ser encaixada e colada em pequenas ripas de madeira, moldadas à mão.

Em 1795, outro químico deu sua contribuição a essa história. O francês Nicolas-Jacques Conté criou um processo de produção mais moderno e econômico. Ao pó do grafite, ele misturou argila, moldou bastões cilíndricos e os levou ao forno, para que endurecessem em alta temperatura. O novo processo também permitiu o desenvolvimento de lápis com diferentes graus de dureza da mina e, em consequência, da cor do traço. Em 1858, o norte-americano Hyman Lipman teve a engenhosa ideia de colocar uma borracha na ponta do lápis.

De lá para cá, nenhuma outra inovação foi tão marcante. As descobertas ligadas à produção desse importante instrumento de comunicação e das artes estiveram mais ligadas à introdução de novas máquinas e técnicas de produção.